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17/09/2012

Dono de pousada é acusado de exploração sexual infantil, em Aracaju

Preso, Carlos Moreira também é suspeito de tráfico de drogas.

O proprietário de uma pousada localizada no bairro Atalaia, Carlos Moreira da Silva, de 48 anos de idade, foi preso ontem acusado de tráfico de drogas e exploração sexual infantil. A prisão foi efetuada por policiais do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc) e da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal). Segundo o delegado responsável pelas investigações, Fábio Pereira, denúncias frequentes de  vizinhos do estabelecimento ajudaram na elucidação do crime. 

“Nas imediações da pousada havia recorrentemente uso de entorpecente, prostituição infantil, por conta disso já havia três inquéritos no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). E aqui pelo Denarc começamos a investigar a questão de tráfico de drogas. Representamos a busca e apreensões e ontem foram constatados no local tanto pela questão de drogas, em especial cocaína, como também resquícios de drogas que foram usadas lá recentemente”, declarou o delegado.

Foto: André Moreira/Reprodução

No local foram encontradas latas de crack e alguns menores portando pedras da substância. Os menores, entre eles uma garota de 14 anos de idade que estava prestes a fazer um programa, foram conduzidos à delegacia. “Eles foram trazidos para cá e depois levados para um abrigo. A garota foi trazida para o Denarc e confessou que estava ali, ganhando R$ 30, para fazer programa naquele local”, disse o delegado. De acordo com ele, por consequência, as garotas que utilizavam o espaço para fazer programa também aproveitavam para fazer uso de entorpecentes.

A prisão de Carlos Moreira aconteceu com o apoio da Coordenadoria de Policiamento da Capital e policiais da Delegacia Especial de Proteção à Criança e Adolescente, DAGV e Denarc. “As denúncias eram frequentes, tanto ao Denarc, quanto a própria Secretaria de Segurança Pública [SSP], e culminou com a operação deflagrada na tarde de ontem”, acrescentou. O acusado vai responder pelos crimes de tráfico de drogas e prostituição infantil.

“Só o fato de manipular o espaço para a comercialização já configura um tipo de crime previsto na lei 11.943. Assim como a manutenção do local para exploração de menor. Não era a primeira vez que ele fazia isso. Em outras três oportunidades ele foi indiciado por outros tipos de crimes. Ele dirigia diretamente a pousada, tinha um sistema de câmera que a central de controle era no quarto dele. Então não tinha como afirmar que não tinha conhecimento da prática daqueles crimes na pousada”, disse. 

Fábio Pereira esclareceu ainda que o Denarc enviou policiais para o local no dia anterior à prisão do empresário e eles perceberam que o movimento era frequente. “A entrada e saída de saída de meninas era a todo momento, não para só fazer programa, mas para usar drogas mesmo. E isso configura para a polícia o crime de tráfico de entorpecentes e manutenção do local para a exploração de menores”, afirmou. Os cães do Denarc ajudaram na operação. 

“Fizemos uma operação mais cuidadosa, levamos o canil e os cães farejaram dentro da parte elétrica, de limpeza e almoxarifado da pousada. Algumas ampolas de cocaína foram encontradas como, também, uma trouxa de cocaína que seria repartida em outras ampolas para venda”, explicou. De acordo com o delegado, a menor foi levada para o Denarc para a aplicação de medidas preventivas. “Ela foi uma vítima da situação, tendo em vista que estava ali prestes a realizar um programa”, frisou. 

A garota foi encaminhada para um abrigo de proteção a crianças e adolescentes. “Foi constatado que ela é do interior. Desde ontem que a gente tentava localizar os familiares, o que só aconteceu nesta manhã. Eles foram informados sobre a situação que ela se encontrava”, explicou. Fábio Pereira não descarta a possibilidade do envolvimento de outras pessoas nesse esquema de tráfico de drogas e exploração sexual infantil. “A pousada era utilizada também por homens que frequentam aquela região. Alguns se comportavam como aviões para fornecer os entorpecentes para os clientes das meninas, então, com certeza, outras pessoas acabam influenciando e contribuindo para esse tipo de crime”.

Por Moema Lopes, do Jornal da Cidade

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