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29/07/2011

Estância: Recém-operados do HRAM tem de encarar extensa escadaria por falta de elevador

O elevador que dá acesso ao primeiro andar do prédio do Hospital Regional Amparo de Maria (HRAM), em Estância, está quebrado há cerca de dois meses, forçando doentes e recém-operados a subir e descer extensa escadaria.

O Hospital Amaro de Maria (HRAM), que nos últimos anos tem enfrentado a penúria de recursos causada por maus gestores passados, agora apresenta, além de muitas outras dificuldades, a falta do elevador utilizado para acesso ao primeiro andar do prédio.

Esse elevador está há cerca de dois meses sem funcionamento, o que faz com que muitos pacientes, inclusive recém-operados, tenham que galgar os vários degraus de uma extensa escadaria. A situação, apesar de escabrosa, é uma realidade e tem sido assunto de profusas discussões nas rádios atuantes no município de Estância.

O Interventor do HRAM, Yuri Maia (ex-diretor do Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE), ao ser consultado a respeito do problema relatou que a causa da não utilização da cabina móvel do prédio foi ocasionada pela quebra do seu motor. Este, logo após detecção do defeito, foi encaminhado a uma empresa da capital do estado prestadora de serviços de manutenção ao hospital, porém, segundo Yuri, durante todo esse período os técnicos afirmaram não ter trabalhado no reparo necessário.

O interventor contou que está frequentemente entrando em contato com a citada empresa, mas que não obtém respostas positivas acerca da resolução do defeito que o mecanismo apresenta.

“Estou muito chateado com a situação. Essa demora é absurda, é caso de polícia”, proferiu indignado. “Eu estarei indo ainda hoje à Promotoria Pública do município para registrar o caso”, concluiu.

Quando posteriormente perguntado sobre a possibilidade de aquisição de um novo motor por parte da administração do Amparo de Maria, Yuri Maia disse que é sabido de todos os estancianos que o hospital passa por difíceis tempos e que o déficit atual, sendo muito elevado, não propicia de forma alguma a compra da peça.

Ele informou que no próximo dia 05 de agosto haverá uma audiência pública no Ministério Público local e que nesta oportunidade estará apresentando a prestação de contas referente ao último trimestre da atual gestão. A sessão foi solicitada pelo Conselho Estadual de Saúde e, além do relatório de gastos, tratará de outros assuntos concernentes ao HRAM.

Por Ian Viana - estanciaonline.com.br

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Comentários [novo comentário]

MIQUERINOS
03/08/2011 00:00:00 miquerinos.queops@hotmail.com
É muito importante que o jornalismo desta maravilhosa cidade traga as ?mazelas deste deplorável hospital, já que os próprios funcionários têm medo de abrir a boca. Com razão, já que estes precisam de seus respectivos empregos e é bem provável que qualquer movimento suspeito possa despertar a ira dos ?deuses? que ali se encontram. Quem já foi atingido e ainda é por estes ?deuses? saberá de quem e do que estou falando. É um absurdo trabalhar nestas condições, onde enfermeiros, técnicos e auxiliares têm que se desdobrar e se duplicar para virar a peça que o diretor disse que está faltando para movimentar o elevador, ? obs: se por uma eventualidade, já que somos humanos, um destes funcionário errarem por imperícia, por estarem submetidos a uma carga de trabalho com ?pouquissimos plantões?, de quem será a culpa? ? além da falta de policiamento, onde os funcionários correm riscos por causa dos pacientes exacerbados , e com razão. Mas isto tudo não é culpa do paciente que é estressado ou nervosinho, isto é culpa de quem (in)gerência este... Queria poder combater esta cúpula tirana que lá se encontra a putrefar o que de bom ainda resta. Sei que meu comentário não possa servir de nada ? ou pior, nem perfunctoriamente servir, já que estou fazendo chover no molhado ? mas é de suma importância que o jornalismo chegue e nos mostre a verdade. Ps: Enquanto isso nos contos de fada um desses ?deuses? está a viajar e a vender férias com o seu grande amor. Está na hora de acabarmos com nepotismo e com essa história de dizer que: ?a... pelo menos nós temos um hospital para nos atender?. Pelos impostos que pagamos já deveríamos era ter linha direta pro céu. Mandar é bom, mas obedecer quem manda é que dói, e isto só sabe dizer quem já ?apanhou e apanha no tronco da vida? Obrigado pelo espaço.

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