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20/04/2011

Corpo é retirado de túmulo e colocado em depósito de cemitério em Estância

A advogada Izaira Ramos, ao visitar o túmulo do seu pai no cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Estância, deparou-se com a desagradável surpresa de encontrá-lo desenterrado e largado de cabeça para baixo num depósito do local.

No final da tarde desta terça-feira, 19, a advogada Izaira Ramos Oliveira, ao visitar o cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Estância, teve a dolorosa surpresa de encontrar fora do túmulo, largado num depósito do local, o corpo do seu pai, Justo Vitor Oliveira, sepultado no dia 07 de março de 2010.

A jovem Izaira afirmou que, ao olhar para a lápide do tumulo do seu genitor, durante uma visita feita por volta das 16h da tarde de ontem, encontrou o nome de outra pessoa na peça. Ao indagar um coveiro a respeito da mudança, o funcionário afirmou que o corpo estava prostrado no depósito do espaço.

Ao se dirigir ao depósito, a advogada encontrou o corpo do pai em avançado estado de de decomposição, largado de cabeça para baixo no local.

Diante da horrenda situação e claramente aturdida, Izaira carregou o corpo do pai nos braços, tirando-o da esquisita posição e levando-o até o meio do terreno. Após ligar para a família comunicando o descaso,  ela dirigiu-se à delegacia para prestar quiexa contra a administração do cemintério.

Segundo a senhora Carmem Ramos, mãe da advogada, no dia do falecimento do seu esposo, uma quantia de R$ 300,00 foi repassada para a direção do cemitério Nossa Sengora da Piedade, para que o corpo do seu esposo permancesse no local por um período de três anos, o que denuncia a falta de organização e a total carga de culpa dos reponsáveis pela gerência do espaço.

No túmulo de Justo Vitor Oliveira, conhecido como Juca, constava o nome de Janice Ferreira, que foi sepultada em março deste ano e que, de acordo com o administrador do cemitério, Jorge Contador, pertencia à família Ferreira.

A explicação para isto, afirma Jorge, é que à época do falecimento do senhor Juca, o sepulcro encontrava-se vazio, por isso sendo oferecido à família da senhora Carmem Ramos. Porém, Jorge afirma não ter ligação com tal decisão, pois, segundo alegação do prórpio, não estava à frente da admistração do local no período do enterro de Justo Vitor.

Izaira e sua família só deixaram o local após novo sepultamento do familiar, feito em novo caixão, pois o antigo havia sido destruído, sem autorização, pelo reponsável pela retirada do caixão anteriormente presente no túmulo.

Por Ian Viana - estanciaonline.com.br

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Comentários [novo comentário]

Anamaria Pitangueira
08/05/2011 00:00:00
Eu sou uma das pessoas prejudicadas pelo cemitério da piedade, em Estância, pois a sepultura da minha avó e tia, foi manipulada onde fizeram a exumacao dos restos mortais da minha avó, Rosa Pitangueira, e, sabe-se lá quando, pois, só descobrimos por ocasiao do falecimento do meu tio, Joao Pitangueira, em 2005. E ficou por isso mesmo... mas, em 2009, com a minha ida ao Brasil, tomei conhecimento do fato e resolvi reclamar. Pois ali, agora "havia um novo defunto enterrado", diziam os coveiros. Só sei que depois das minhas denúncias, apareceu um "buraco" na mesma com dois sacos de ossos dentro!?! E assim, venho apelando, denunciando, implorando até que as autoridades da cidade tomem uma providência! Depois de pesquisar o caso, descobri que tem muita gente na mesma situacao, mas, o medo nao as deixa falar! É preciso acabar com esta pouca vergonha e falta de respeito. É preciso que o povo cobre dos responsáveis, seus direitos e, sem medo denunciem. Eu confesso que já nao sei mais o quê fazer, pois, de 2009 para cá, já fiz mais de 180 ligacoes para o Brasil a fim de resolver este caso e acabar com essas "acoes macabras", todavia, é necessário que o POVO que está aí vivendo, ajude. Eu estou muito distante do Brasil. É preciso que aparece mais gente com a determinacao de Izaira, Fátima, Flávio e Anamaria... porque nós NAO TEMOS MEDO DE DIZER A VERDADE! Somos pessoas que lutamos pelos nossos direitos e do nosso próximo também. Descobri um padre que viveu em Estância e que hoje mora num ESTADO vizinho a Sergipe, que os ossos da mae dele, teve este mesmo fim. A sepultura era também jazigo perpétuo... eu telefonei para ele e perguntei por ele nao fez denuncia e ele me disse: "Para nao prejudicar o Santíssimo"!!! Entao, é em nome do "Santissimo" que vao deixando para lá... Meu apoio e solidariedade a voce: IZAIRA. Anamaria Pitangueira

Everaldo Cardoso Filho
25/04/2011 00:00:00 ecafi.ve@bol.com.br
O descaso com que vem acontecendo certas coisas nessa cidade é simplesmente inadimissível. Isto é caso para polícia, ministério público! Vamos agir, algo tem que ser feito... não podemos continuar à mercê dessas pessoas. Todos merecem dignidade, respeito, inclusive os que já se foram... minha solidariedade à família.

IZAIRA RAMOS OLIVEIRA
21/04/2011 00:00:00 izaira.ramos@tjse.jus.br
PREZADOS SENHORES, AGRADEÇO A SOLIDARIEDADE DE TODOS!!! MAS, SÓ PARA ESCLARECER, O SR JORGE SABE DE TUDO!!! ELE MESMO ME PROCUROU NO FINAL DO MES PASSADO PARA ME VENDER A SEPULTURA ONDE O MEU PAI ESTAVA SEPULTADO POR 2.500,00. ENTÃO PERGUNTO: SE A SEPULTURA TINHA DONO PORQUE ME ALUGARAM??? PORQUE TIRARAM O CORPO DO MEU PAI SEM ME PARTICIPAR E JOGARAM NO LIXO??? PORQUE PEGARAM O CAIXÃO QUE CUSTOU 7.000 E JOGARAM FORA (VISTO QUE O REFERIDO BEM ESTAVA INTACTO)??? PORQUE HOUVE DUVIDAS NO DIA DO ENTERRO DE DONA JANICE ACERCA DO VERDADEIRO LOCAL PARA ENTERRA-LA??? (INFORMAÇÃO QUE OUVI DE UM FUNCIONARIO DA OSAF) GOSTARIA DE OBTER ESSAS RESPOSTAS!!!! OBRIGADA

BELMIRO
20/04/2011 00:00:00 belo-melo@hotmail.com
O nome do cimitério é: Nossa Senhora da Piedade. Esperamos que punições sejam tomadas com esta falta de respeito.

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